proc

PROC(5)                    Manual do Programador Linux                   PROC(5)



NOME
       proc - pseudo sistema de arquivos de informações de processos.


DESCRIÇÃO
       /proc é um pseudo sistema de arquivos usado como uma interface para as
       estruturas de dados do kernel, assim como para leitura e interpretação de
       /dev/kmem. Muitos dos arquivos fornecem somente permissões de leitura,
       mas alguns permitem que variáveis do kernel seja alteradas.

       Apresentamos a seguir uma rápida descrição da hierarquia do /proc.

       [número]
              Há um subdiretório numérico para cada processo que esteja sendo
              executado; o subdiretório tem o nome da identificação do processo
              (PID). Cada um contém os seguintes pseudo arquivos e diretórios:

              cmdline
                     Contém a linha de comando completa para o processo, a menos
                     que todo o processo tenha sido transferido para a área de
                     troca (swap), ou seja um processo zumbi. Nestes casos o
                     arquivo estará vazio; isto é um arquivo que retornará 0
                     caracteres. Este arquivo é terminado com o caracter nulo, e
                     não com nova linha.

              cwd    É o link do diretório atual de trabalho do processo. Para
                     encontrar o cwd do processo 20, por exemplo, deve-se:
                     cd /proc/20/cwd; /bin/pwd

              Note que o comando pwd está freqüentemente incorporado no
              interpretador de comandos e pode não funcionar exatamente desta
              forma neste contexto.


              environ
                     Este arquivo contém o ambiente do processo.  As entradas
                     são separadas por caracteres nulos, e deve haver um
                     caracter nulo ao final do arquivo.  Para listar o ambiente
                     do processo 1, deve-se:
                     (cat /proc/1/environ; echo) | tr "\000" "\n"

              (caso alguém queira saber porque fazer isso, veja o comando
              lilo(8).)

              exe    um ponteiro para o binário que está sendo executado e
                     aparece como uma ligação simbólica.  readlink(2) no arquivo
                     especial exe retorna sob o Linux 2.0 ou mais recente a
                     seguinte cadeia de caracteres no formato:

                     [dispositivo]:inode

                     Por exemplo, [0301]:1502 pode ser o inode 1502 no
                     dispositivo com identificação primária 03 (major) (IDE,
                     MFM, etc...) e secundária 01 (minor) (primeira partição do
                     primeiro dispositivo).  Sob o Linux 2.2 a ligação simbólica
                     contém a caminho de busca atual do comando.

                     Ainda, a ligação simbólica pode ser referenciada
                     normalmente, ou seja ao tentar-se abrir "exe" , na verdade
                     será aberto o executável. Pode ainda executar o comando
                     /proc/[número]/exe para executar uma cópia do mesmo
                     processo como [número].

                     find(1) com a opção -inum pode ser usado para localizar um
                     arquivo.

              fd     Este é um subdiretório contendo uma entrada para cada
                     arquivo aberto pelo processo, nomeado pelos seus
                     descritores e que tenham uma ligação simbólica com o
                     arquivo real (como nas entradas em exe). Zero é a entrada
                     padrão, 1 a saída padrão e 2 a saída padrão de erros,
                     etc...

                     Programas que utilizarão nomes de arquivos, mas não a
                     partir da entrada padrão, e que gravam arquivos, mas não
                     através da saída padrão, podem ser depurados através do
                     seguinte comando (assumindo-se -i como o indicador do
                     arquivo de entrada  e -o como o indicador do arquivo de
                     saída:
                     foobar -i /proc/self/fd/0 -o /proc/self/fd/1 ...
                     tendo-se então um filtro de trabalho. Note que isso não irá
                     funcionar para programas que fazem buscas em seus arquivos,
                     pois os arquivos no diretório fd não podem ser pesquisados.

                     /proc/self/fd/N é aproximadamente o mesmo que /dev/fd/N em
                     alguns sistemas UNIX e similares a UNIX. Diversos scripts
                     MAKEDEV do Linux ligam simbolicamente /dev/fd para
                     /proc/self/fd, na verdade.

              maps   Um arquivo contendo o mapa atual de regiões da memória e
                     suas permissões de acesso.

                     O formato é:
                        endereço          perms desl.    disp  inode
                        00000000-0002f000 r-x-- 00000400 03:03 1401
                        0002f000-00032000 rwx-p 0002f400 03:03 1401
                        00032000-0005b000 rwx-p 00000000 00:00 0
                        60000000-60098000 rwx-p 00000400 03:03 215
                        60098000-600c7000 rwx-p 00000000 00:00 0
                        bfffa000-c0000000 rwx-p 00000000 00:00 0

              onde endereço é o endereço do espaço de memória que o processo
              ocupa, e perms é o conjunto de permissões:
                   r = leitura
                   w = gravação
                   x = execução
                   s = compartilhada
                   p = privada (copia da gravação)

              deslocamento é o deslocamento no arquivo, disp é o dispositivo
              (primária:secundária)(major:minor), e inode refere-se ao inode do
              dispositivo. Zero indica que o inode está associado à uma região
              da memória, como o caso estaria com bss.

              Nos kerneis 2.2 há um campo adicional fornecendo um caminho de
              busca quando aplicável.

              mem    Este não é igual ao dispositivo mem (1,1), apesar de ter o
                     mesmo número de dispositivos. O dispositivo /dev/mem é a
                     memória física antes da conversão de endereços, mas o
                     arquivo mem aqui descrito é a memória acessada pelo
                     processo. Ela não pode ser mapeada por mmap(2)'ed
                     atualmente, e não poderá até que uma mmap(2) geral seja
                     adicionada ao kernel (o que pode ocorrer em breve).

              mmap   Diretório dos mapas gerados por mmap(2) os quais são
                     ligações simbólicas como exe, fd/*, etc.  Note que estes
                     mapas incluem um subconjunto destas informações, então
                     /proc/*/mmap podem ser considerados obsoletos.

                     "0" é normalmente libc.so.4.

                     /proc/*/mmap foi removido do kernel do Linux na versão
                     1.1.40 (e realmente estava obsoleto)

              root   Unix e Linux suportam a idéia de um raiz de sistema de
                     arquivos por processo, definidos pela chamada ao sistema
                     chroot(2) .  Root aponta o raiz do sistema de arquivos, e
                     comporta-se como exe, fd/*, etc...

              stat   Informações sobre o status do processo. Isso é fornecido
                     por ps(1).

                     Os campos, em ordem, com as suas propriedades específicas
                     em scanf(3) são:

                     pid %d Identificação do processo.

                     comm %s
                            O nome do arquivo do executável entre parênteses. É
                            visível mesmo que o processo esteja na área de
                            troca.

                     state %c
                            Um caracter da cadeia "RSDZT" onde R é em execução,
                            S é dormindo em uma espera por interrupção, D
                            aguardando em uma espera que não pode ser
                            interrompida ou em área de troca, Z é um zumbi e T
                            significa paralisado (em um sinal) ou rastreado.

                     ppid %d
                            O PID do processo pai.

                     pgrp %d
                            O ID do grupo do processo.

                     session %d
                            O ID da sessão do processo.

                     tty %d O tty que o processo usa.

                     tpgid %d
                            A ID do grupo do processo que atualmente detém o tty
                            no qual o processo está conectado.

                     flags %u
                            Os indicadores do processo. Atualmente, cada
                            indicador tem o bit matemático configurado, porque
                            crt0.s verifica a emulação de co-processador
                            matemático, e isso não é incluído na saída. Isso é
                            provavelmente um erro, e nem todos os processos são
                            compiladores C. O bit matemático é um decimal 4 e o
                            bit de rastreamento é um decimal 10.

                     minflt %u
                            O número de pequenos erros do processo, aqueles que
                            não requerem a carga de páginas de memória a partir
                            do disco.

                     cminflt %u
                            O número de erros menores do processo e de seus
                            processos filhos.


                     majflt %u
                            O número de erros maiores do processo, aqueles que
                            requerem a carga de páginas de memória a partir do
                            disco.

                     cmajflt %u
                            O número de erros maiores do processo e de seus
                            processo filhos.


                     utime %d
                            O número de ciclos do processador que o processo tem
                            previsto em modo usuário.

                     stime %d
                            O número de ciclos do processador que o processo tem
                            previsto em modo kernel.

                     cutime %d
                            O número de ciclos do processador que o processo e
                            seus filhos têm previstos em modo usuário.

                     cstime %d
                            O número de ciclos do processador que o processo e
                            seus filhos têm previstos em modo kernel.

                     counter %d
                            O número máximo de ciclos do processador do próximo
                            período de processamento destinado ao processo, ou o
                            tempo restante no período atual, caso o processo
                            esteja ocupando o processador.

                     priority %d
                            O valor padrão acrescido de 15. O valor nunca é
                            negativo no kernel.

                     timeout %u
                            O tempo em ciclos do processador do próximo período
                            de espera.

                     itrealvalue %u
                            O tempo (em ciclos do processador) antes que o
                            próximo SIGALRM seja enviado para o processo
                            relativo a um intervalo de tempo.

                     starttime %d Tempo, em ciclos do processador, que o
                     processo iniciou após o
                            sistema ser iniciado.

                     vsize %u
                            Tamanho da memória virtual.

                     rss %u Tamanho do conjunto residente: número de páginas que
                            o processo tem na memória real, menos 3 para uso
                            administrativo. Estas são as páginas que contêm
                            texto, dados ou espaço da pilha, não incluindo
                            páginas que foram carregadas de acordo com a demanda
                            ou que foram para a área de troca.

                     rlim %u
                            Limite em bytes do rss do processo (normalmente
                            2,147,483,647).

                     startcode %u
                            O endereço acima do qual o texto do  programa deve
                            ser executado.

                     endcode %u
                            O endereço abaixo do qual o texto do programa deve
                            ser executado.

                     startstack %u
                            O endereço de início da pilha.

                     kstkesp %u
                            O valor atual de esp (ponteiro da pilha com 32
                            bits), conforme encontrado na pilha de páginas do
                            kernel para o processo.

                     kstkeip %u
                            EIP atual (ponteiro da instrução com 32 bits).

                     signal %d
                            O mapa de bits dos sinais pendentes (normalmente
                            zero).

                     blocked %d
                            O mapa de bits dos sinais bloqueados (normalmente 0,
                            2 para ambientes de trabalho).

                     sigignore %d
                            O mapa de bits dos sinais ignorados.

                     sigcatch %d
                            O mapa de bits de sinais recebidos.

                     wchan %u
                            Este é o canal no qual o processo fica esperando.
                            Este é o endereço da chamada ao sistema, e pode ser
                            analisada em uma lista de nomes, caso se necessite
                            de um nome textual (caso se tenha um /etc/psdatabase
                            atualizado, então tente ps -l para ver o campo WCHAN
                            em ação).


       cpuinfo
              Esta é uma coleção de itens dependentes da CPU e da arquitetura do
              sistema, sendo que cada uma destas tem uma lista diferente.  As
              únicas duas entradas comuns são cpu a qual é a CPU atual em uso e
              BogoMIPS uma constante do sistema que é calculada durante a
              inicialização do sistema.

       devices
              Lista dos números primários (majors) e grupos de dispositivos.
              Isso pode ser usado pelos scripts MAKEDEV para checagem de
              consistência com o kernel.

       dma    Lista dos canais DMA ISA (acesso direto à memória) registrados em
              uso.

       filesystems
              lista dos sistemas de arquivos que foram compilados com o kernel.
              Pode ser usado por mount(1) para pesquisar através de diferentes
              sistemas de arquivos quando nenhum é especificado.

       interrupts
              É usado para gravar o número de interrupções por cada IRQ nas
              arquiteturas i386. Muito simples de ler-se, feito em formato
              ASCII.

       ioports
              Lista das portas de Entrada-Saída registradas que estão em uso.

       kcore  Este arquivo representa a memória física do sistema e está
              armazenada no formato de arquivo core. Com este pseudo arquivo, e
              o binário do kernel com as funções de mensagens incorporadas
              (/usr/src/linux/tools/zSystem), pode-se usar o GDB para examinar o
              estado atual de qualquer estrutura de dados do kernel.

              O tamanho total do arquivo é o tamanho da memória física (RAM)
              mais 4 Kb.

       kmsg   Este arquivo pode ser usado ao invés da chamada ao sistema
              syslog(2) para registrar mensagens do kernel. Um processo deve ter
              privilégios de superusuário para ler este arquivo e somente um
              processo pode fazer isso. Esse arquivo não deve ser lido se um
              processo syslog está sendo executado o qual usa a chamada ao
              sistema syslog(2) para registrar as mensagens do kernel.

              Informações deste arquivos são recuperadas com o programa dmesg(8)

       ksyms  Contém as definições dos  símbolos exportados pelo kernel usados
              pelas ferramentas de módulos(X) para dinamicamente ligar e
              vincular módulos carregáveis.

       loadavg
              A média de carga do sistema fornecida pela média do número de
              serviços na fila de execução há mais de 1, 5 e 15 minutos. É o
              mesmo que a média dada pelo programa uptime(1) e outros.

       locks  Este arquivo exibe os arquivos travados.

       malloc Este arquivo somente está presente se CONFIGDEBUGMALLOC for
              definido durante a compilação.

       meminfo
              É usada pelo comando free(1) para informar a quantidade de memória
              livre e utilizada (tanto a memória física como a de troca) assim
              como a memória compartilhada e os buffers usados pelo kernel.

              Tem o mesmo formato que o comando free(1), exceto pelo fato de
              estar em bytes ao invés de Kb.

       modules
              Uma lista dos módulos carregados pelo sistema.

       net    Vários pseudo arquivos, que fornecem o status de alguma parte da
              camada de rede. Estes arquivos contêm estruturas em formato ASCII
              e podem ser lidas por exemplo pelo cat. De qualquer forma, as
              ferramentas do netstat(8) possibilitam um acesso muito mais
              adequado a estes arquivos.

              arp    Ele contém uma imagem em formato ASCII da tabela ARP do
                     kernel usada na resolução de endereços. Irá apresentar
                     dinamicamente as entradas ARP pré-programadas e recebidas
                     dinamicamente. O formato é:
                   IP address       HW type     Flags       HW address
                   10.11.100.129    0x1         0x6         00:20:8A:00:0C:5A
                   10.11.100.5      0x1         0x2         00:C0:EA:00:00:4E
                   44.131.10.6      0x3         0x2         GW4PTS

              Onde 'IP address' é o endereço Ipv4 da máquina, o 'HW type' é o
              tipo de hardware no endereço conforme a RFC 826. Os indicadores
              são internos à estrutura ARP(conforme definido em
              /usr/include/linux/if_arp.h) e o

              dev    Os pseudo arquivos dev contêm informações sobre a situação
                     dos dispositivos de rede. Ele dá o número de pacotes
                     recebidos e enviados, o número de erros e colisões e outras
                     estatísticas básicas. Eles são usados pelo programa
                     ifconfig(8) para apresentar relatórios do status do
                     dispositivo. O formato é:
        Inter-|   Receive                  |   Transmit
         face |packets errs drop fifo frame|packets errs drop fifo colls carrier
            lo:      0    0    0    0    0     2353    0    0    0     0    0
          eth0: 644324    1    0    0    1   563770    0    0    0   581    0

              ipx    Nenhuma informação.

              ipx_route
                     Nenhuma informação.

              rarp   Este arquivo usa o mesmo formato do arquivo arp e contém a
                     base de dados de mapeamento reverso usado para prover os
                     serviços de pesquisa de endereços reversos do rarp(8) .
                     Caso RARP não esteja configurado no kernel este arquivo não
                     estará presente.

              raw    Mantém uma  imagem RAW (crua) da tabela de conexões. Muita
                     desta informação não tem outra finalidade senão a
                     depuração. O valor 'sl' é a área do kernel para a conexão,
                     e 'local address' é o endereço local e o par de números de
                     protocolo. "St" é o status interno da conexão. "tx_queue" e
                     "rx_queue" são as filas de dados de entrada e saída em
                     termos de uso de memória do kernel. Os campos "tr",
                     "tm->when" e "rexmits" não são usados por RAW. O campo uid
                     contém a identificação do criador da conexão.

              route  Nenhuma informação, mas parece similar ao route(8)

              snmp   Este arquivo contém dados em formato ASCII necessários para
                     o gerenciamento de IP, ICMP, TCP e UDP por um agente snmp.
                     As of writing the TCP mib is incomplete. It is hoped to
                     have it completed by 1.2.0.

              tcp    Mantém uma imagem da tabela de conexões TCP. Muitas
                     informações são utilizadas exclusivamente para depuração. O
                     valor 'sl' é a área do kernel para a conexão, e 'local
                     address' é o endereço local e o par de números de
                     protocolo. O "endereço remoto" é o par endereço remoto e o
                     número da porta (se conectado). "St" é o status interno da
                     conexão. "tx_queue" e "rx_queue" são as filas de entrada de
                     dados e de saída em termos de uso de memória do kernel. Os
                     campos "tr", "tm->when" e "rexmits" hold internal
                     information of the kernel socket state and are only useful
                     debugging. O campo uid contém a identificação do criador da
                     conexão.

              udp    Mantém uma imagem da tabela de conexões UDP. Muitas
                     informações são utilizadas exclusivamente para depuração. O
                     valor 'sl' é a área do kernel para a conexão, e 'local
                     address' é o endereço local e o par de números de
                     protocolo. O "endereço remoto" é o par endereço remoto e o
                     número da porta (se conectado). "St" é o status interno da
                     conexão. "tx_queue" e "rx_queue" são as filas de dados de
                     entrada e  saída em termos de uso de memória do kernel. Os
                     campos "tr", "tm->when" e "rexmits" não são usados pelo
                     UDP. O campo uid contém a identificação do criador da
                     conexão. O formato é:
sl  local_address rem_address   st tx_queue rx_queue tr rexmits  tm->when uid
 1: 01642C89:0201 0C642C89:03FF 01 00000000:00000001 01:000071BA 00000000 0
 1: 00000000:0801 00000000:0000 0A 00000000:00000000 00:00000000 6F000100 0
 1: 00000000:0201 00000000:0000 0A 00000000:00000000 00:00000000 00000000 0

              unix   Lista de conexões com domínios Unix presentes no sistema e
                     seus status. O formato é:
                     Num RefCount Protocol Flags    Type St Path
                      0: 00000002 00000000 00000000 0001 03
                      1: 00000001 00000000 00010000 0001 01 /dev/printer

              Onde 'Num' é a área do kernel, 'RefCount' é o número de usuários
              da conexão, 'Protocol' é atualmente sempre zero, 'Flags'
              representam os indicadores internos do kernel com o status da
              conexão. Tipo é sempre igual a 1 (datagramas de conexões a
              domínios Unix ainda não são suportadas). 'St' é o estado interno
              da conexão e Path é o caminho (caso exista) da conexão.

       pci    Lista de todos os dispositivos PCI encontrados pelo kernel durante
              sua inicialização e configuração.

       scsi   Um diretório com pseudo arquivo scsi de nível médio scsi, e vários
              diretórios de arquivos de controle de baixo nível para
              dispositivos SCSI. Contém um arquivo para cada dispositivo SCSI do
              sistema, cada um com o status de alguma parte do subsistema de E/S
              SCSI.  Estes arquivos contêm estruturas ASCII que podem ser lidas
              pelo comando cat.

              Pode-se ainda gravar alguns arquivos para reconfigurar o
              subsistema ou ativar ou desativar algumas funcionalidades.

              scsi   Uma lista de todos os dispositivos SCSI conhecidos pelo
                     kernel. A lista é similar a uma apresentada durante a
                     inicialização do sistema.  SCSI atualmente suporta somente
                     o comando singledevice que permite ao superusuário
                     adicionar dispositivos sem desligar o sistema à lista de
                     dispositivos conhecidos.

                     Um comando echo 'scsi singledevice 1 0 5 0' >
                     /proc/scsi/scsi provocará que scsi1 pesquise no canal SCSI
                     0 por um dispositivo de ID 5 LUN 0. Caso haja algum neste
                     endereço ou o endereço seja inválido, será retornado um
                     erro.

              drivername
                     drivername pode atualmente ser: NCR53c7xx, aha152x,
                     aha1542, aha1740, aic7xxx, buslogic, eata_dma, eata_pio,
                     fdomain, in2000, pas16, qlogic, scsi_debug, seagate, t128,
                     u15-24f, ultrastore ou wd7000.  Estes diretórios mostram
                     todos os arquivos de controle que registraram pelo menos um
                     HBA SCSI. Cada diretório contém um arquivo registrado por
                     dispositivo. Cada arquivo é nomeado após a indicação do
                     número dado pela inicialização.

                     Estes arquivos contêm a configuração do dispositivo e do
                     arquivo de controle estatísticas, etc.

                     A gravação nestes arquivos permite a execução de diferentes
                     tarefas. Por exemplo com os comandos de superusuário
                     latency e nolatency pode-se ligar ou desligar o comando de
                     medição de latência no arquivo de controle eata_dma. Com os
                     comandos  lockup e unlock pode-se controlar as pesquisas de
                     controle de barramento simuladas pelo arquivo de controle
                     de dispositivo scsi_debug .

       self   Este diretório referencia-se ao processo de acesso ao sistema de
              arquivos /proc, e é idêntico ao diretório /proc nomeado pela
              identificação do mesmo processo.

       stat   estatísticas do kernel e do sistema

              cpu  3357 0 4313 1362393
                     O tempo dos ciclos do processador (em centésimos de
                     segundo) que o sistema despende em modo usuário, modo
                     usuário de baixa prioridade (nice), modo sistema e tarefas
                     disponíveis, respectivamente. O último valor deve ser 100
                     vezes a segunda entrada no pseudo arquivo uptime.

              disk 0 0 0 0
                     As entradas para quatro discos não estão implementadas
                     ainda. Não estamos seguros sequer que serão, uma vez que as
                     estatísticas do kernel em outras máquinas normalmente
                     monitora tanto a taxa de transferência quanto  E/S por
                     segundo e este somente permite um campo por dispositivo.

              page 5741 1808
                     O número de páginas que entraram no sistema e o número de
                     páginas que sairam (do disco).

              swap 1 0
                     O número de páginas de troca que foram recebidas e enviadas
                     de/para a área de troca.

              intr 1462898
                     O número de interrupções recebidas a partir da
                     inicialização do sistema.

              ctxt 115315
                     O número de mudanças de contexto que o sistema realizou.

              btime 769041601
                     Tempo de inicialização, em segundos desde 1 de Janeiro de
                     1970.

       sys    Este diretório, presente desde a versão 1.3.57, contém um número
              de arquivos e subdiretórios correspondente às variáveis do kernel.
              Estas variáveis podem ser lidas e algumas vezes modificadas
              usando-se o sistema de arquivos proc, e usando a chamada ao
              sistema sysctl(2).  Atualmente estão presentes os subdiretórios
              kernel, net, vm e cada um contém diversos arquivos e
              subdiretórios.

              kernel Contém os arquivos domainname, file-max, file-nr, hostname,
                     inode-max, inode-nr, osrelease, ostype, panic, real-root-
                     dev, securelevel, version.  com funções bastante claras
                     para o nome.

              O arquivo somente para leitura file-nr fornece o número de
              arquivos atualmente abertos.

              O arquivo file-max fornece o número máximo de arquivos abertos que
              o kernel pode administrar. Caso 1024 não seja suficiente, pode-se
              tentar o comando
              echo 4096 > /proc/sys/kernel/file-max

              Similarmente, os arquivos inode-nr e inode-max indicam o número
              atual e o número máximo de inodes.

              Os arquivos ostype, osrelease, e version fornecem informações
              retiradas de /proc/version.

              O arquivo panic fornece acesso para leitura e gravação da variável
              do kernel panic_timeout.  Caso seja igual a zero, o kernel irá
              testar esta variável sucessivamente; caso seja diferente de zero
              indica que o kernel deve se auto reinicializar após o número de
              segundos indicado.

              O arquivo securelevel parece sem significado no momento - o
              superusuário tem todos os recursos do sistema.

       uptime Este arquivo contém dois números: o tempo de atividade do sistema
              em segundos e o tempo gasto com o processamento de processos em
              segundos.

       version
              Identifica a versão do kernel que está sendo executada.  Por
              exemplo:
            Linux versão 1.09 (quinlan@phaze) #1 Dom Nov 19 01:51:54 EDT 1998.


VEJA TAMBÉM
       cat(1), find(1), free(1), mount(1), ps(1), tr(1), uptime(1), readlink(2),
       mmap(2), chroot(2), syslog(2), hier(7), arp(8), dmesg(8), netstat(8),
       route(8), ifconfig(8), procinfo(8) e muito mais

EM CONFORMIDADE COM
       Este texto está em razoável conformidade com o kernel 1.3.11. Por favor
       atualize caso necessário.

       Última atualuzação no Linux 1.3.11.

DICAS
       Note que muitas cadeias de caracteres (por exemplo o ambiente e a linha
       de comando) estão no formato interno, com subcampos separados por bytes
       contendo o caracter nulo. Pode-se tornar as informações mais claras caso
       se utilize od -c ou tr "\000" "\n" para acessá-las.

       Esta página de manual não é completa e possivelmente contenha alguns
       erros, e precisa ser atualizada freqüentemente.

PROBLEMAS
       O sistema de arquivos /proc pode gerar problemas de segurança em
       processos executados com chroot(2).  Por exemplo, se /proc é montado na
       hierarquia chroot, um chdir(2) para /proc/1/root retornará para o raiz
       original do sistema de arquivos. Isso pode ser considerada uma facilidade
       ao invés de um erro, uma vez que o Linux não suporta a chamada
       fchroot(2).


TRADUZIDO POR LDP-BR em 21/08/2000.
       André L. Fassone Canova <lonelywofl@blv.com.br> (tradução) Carlos Augusto
       Horylka <horylka@conectiva.com.br> (revisão)



                                   22/07/1996                            PROC(5)